sábado, 11 de fevereiro de 2012

Será coincidência?


Mais uma estatística provando que quanto maior o nível de educação de um povo maior o grau de ateísmo.

Quem está certo?


sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

Você bate na madeira e não pega saleiro da mão dos outros?

Esse é mais um tema para o grupo "se você pensar não acredita".... : quando uma pessoa bate na madeira (3 vezes, duas só não funciona...) o que exatamente ela pensa que vai acontecer?? Será que há uma energia secreta mundial que faz com que se a pessoa bater na madeira nada sobre aquele assunto vai dar errado? Quem cuida disso lá no... céu? Santos, Jesus, deus em pessoa, quem? Como? E porque teria que ser na madeira e sempre 3 vezes? Se bater duas ou se bater no plástico, o que acontece, as almas(?) ou anjos (?) encarregados não receberão o pedido ou talvez não o aceitarão, posto que irregular?? Será que é isso?

Outra boa: você está à mesa e alguém te pede para passar o saleiro... você pega e estica o braço para a pessoa que, sorridente, pede que você o coloque na mesa, pois se ela pegar direto da sua mão... dá azar. 
Pronto, chegou a hora de pensar: o que vai acontecer com essa pessoa se ela pegar mesmo o saleiro da sua mão? Será que ao redor dela (e em todos os cantinhos do planeta...) há um grupo de santos (almas, energias, deuses, gnomos, o que você quiser...) que imediatamente mandam um alerta (para deus?) de que aquela pessoa (que imprudência!!) pegou um saleiro da mão da outra e deve ser, digamos, punida por isso com azar ou algo assim? 


Olha, não dá para passar a vida toda batendo 3 vezes na madeira, desviando de escadas e de gatos pretos ou coisas assim sem sequer pensar se e como essas coisas poderiam realmente te afetar. 
Religião (e isso é uma opinião muito pessoal minha) é um grupo de supertições inteligentemente organizadas em forma de dogmas. Adicione a aura de verdade que a tradição dos séculos lhe confere e pronto, é esse o pacote pronto que recebemos dos nossos pais e que na maioria das vezes carregamos e repetimos até o fim das nossas vidas, sem pensar, analisar, refletir, nada... 
Pessoas passam a vida toda fazendo sinal da cruz cada vez que passam na porta de uma igreja sem jamais terem parado para pensar se aquilo faz, afinal, algum sentido.

Voltando às supertições... azar é como deus, não existe... estamos sós e a vida é curta, vamos relaxar e aproveitar...

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

O que o papa deveria ter feito.

A foto foi tirada em Hamburgo em 1936, durante as comemorações para o lançamento de um navio. No canto, uma pessoa se recusa a levantar o braço para dar a saudação nazista. O homem era August Landmesser. Ele já havia tido problemas com as autoridades, tendo sido condenado a dois anos de trabalho duro por se casar com uma mulher judia.
Sabemos pouca coisa sobre August Landmesser, exceto que ele teve dois filhos. Por puro acaso, um de seus filhos reconheceu seu pai na foto quando foi publicada em um jornal alemão em 1991. 
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Enquanto isso o atual papa posava orgulhoso com seu uniforme nazista, viva a Igreja Católica!!

Pedofilia: a maior vergonha da igreja católica.


Membros do clero que assediaram ou abusaram sexualmente de menores de idade mentem quando são acusados, mas as vítimas costumam dizer a verdade, afirmaram psicólogos a bispos e padres de cerca de cem países reunidos em Roma para um simpósio organizado pelo Vaticano para discutir o problema.
Vítimas há muito afirmam que, quando tomaram coragem para denunciar abusos, tiveram suas acusações ignoradas por bispos, que aceitaram a palavra dos padres. Esse padrão teria permitido que pedófilos permanecessem na Igreja por décadas, para que a reputação da instituição fosse protegida acima de tudo.
"Ser desacreditada ou, pior, ser culpada pelo abuso aumenta muito o sofrimento emocional e mental causado pelo abuso sexual", afirmou a psiquiatra Sheila Hollins, que participou de uma investigação iniciada pelo Vaticano na Irlanda, país que registrou milhares de casos de abuso nas últimas décadas.
Uma dessas vítimas, Marie Collins, que tinha 13 anos quando foi violentada por um capelão em 1960, disse aos bispos que foi hospitalizada múltiplas vezes, além de sofrer de ansiedade e depressão. Ela também afirmou que a recusa, por representantes da Igreja, a acreditar nela aumentou o trauma. "Fui tratada como alguém que tinha um plano contra a Igreja, e a investigação policial foi obstruída", reforçou.
À noite, o cardeal Marc Ouellet presidiu uma vigília em penitência, na qual ele e vários bispos pediram perdão pelo que chamou de "mal" dentro da Igreja. 
(Estadão de 8/2/12)

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

50% católica já basta?


Luiz Felipe Pondé: falou pouco mas falou bem.

"Para alguém como eu espanta como há 300 mil anos (desde o Paleolítico), mais ou menos, a humanidade crê em e vive cercada de seres sobrenaturais atormentados que nos atormentam.
Sou imune à dependência e à necessidade psicológica que caracterizam a maioria daqueles que são crentes."

FSP- Ilustrada de 6/2/;2012

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

Cristianismo, a religião da cobra que fala.


Sem os maus conselhos  da cobra falante Eva não teria comido a fruta proibida
 e permaneceria  no paraíso com seu marido Adão.
O pecado original não teria existido e a humanidade não precisaria ser salva.
Com isso, deus não precisaria encarnar seu filho na Terra.
Jesus jamais teria “nascido” para uma vida terrena.
O cristianismo não existiria.
Que saia a cruz e entre a cobra,ela sim deveria ser o símbolo dessa religião!

Mas...cobras falam???
Ah, dizem alguns, é linguagem figurada.
Curioso, o texto ora é sagrado e literal, ora é figurativo, dependendo do interesse.
Chegam ao ridículo de dar nó na lógica para defender que a Terra tem 6 mil anos de idade só porque está na bíblia, mas o eixo central da criação da religião é uma lenda, uma fábula, uma descrição em linguagem figurada?
Duro de engolir.
Outros dizem que na verdade Eva foi tentada pelo demônio que falou através da cobra.
Ou seja, deus criou Adão, Eva, o paraíso, o demônio e a cobra.
A cobra ele colocou no galho de uma arvore.
Adão e Eva ele deixou viverem soltos no paraíso.
O demônio ele permitiu que tentasse Eva através da cobra.
E à cobra ele concedeu o dom da fala.
Se como um ser onisciente ele já sabia tudo que ia acontecer, porque será que fez tudo isso?
Um teatrinho, talvez?
Big Brother Divino?
Como levar a sério uma religião que  deve sua existência a uma cobra que fala?


Caracas, vou ter que arrumar uma desculpa muito boa..!


terça-feira, 31 de janeiro de 2012

domingo, 29 de janeiro de 2012

Somos, então, filhos do acaso?


.
"Negar a criação divina é o mesmo que afirmar que somos fruto do acaso e ante a beleza  e a complexidade do universo não faz sentido achar que tudo se criou do nada."

Mais uma pergunta clássica que todo ateu ouve e, neste caso, é melhor começar definindo o que seja “acaso” já que para muitas pessoas a palavra é equivocadamente interpretada como sinônimo de “sorte”.
“Por acaso” é o mesmo  que “sem ter sido planejado”  e neste sentido a resposta é SIM, SOMOS FILHOS DO ACASO. Qual o problema?

Quando a explosão do Bing bang se deu não havia ninguém nem plano algum que previsse que toda aquela matéria fosse se fundir, esfriar, esquentar, expandir e se modificar ao longo de bilhões de anos até chegar ao universo atual e na vida. Isso se deu sem planejamento algum, em uma sequência maravilhosa e espetacular de fatos, todos eles bem materiais e quase todos já explicáveis. 
Não foi “sorte” mesmo porque essa palavra não faz parte do vocabulário da ciência e mesmo partindo de seu significado popular não haveria como usa-la para definir a evolução das coisas.
Somos todos descendentes do big bang, somos feitos de restos cósmicos de explosões estelares e -  pelo que atestamos até hoje -  estamos aparentemente sós.
E não há ninguém “lá em cima” ouvindo orações nem atendendo pedidos.
E isso na minha opinião é o que há de mais sensacional na vida.
Parece aterrador à primeira vista mas é apenas... maravilhoso.

sábado, 28 de janeiro de 2012

sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

Jesus te salva... dele mesmo.


Deus resolve?

Noticia do Estadão de hoje, Caderno 2:

Pastores da Igreja Universal do Reino de deus inovam.
Pela TV, em Brasília, prometem bom desempenho em concursos públicos.
O fiel só precisa levar caneta ou comprovante de inscrição ao templo para ser ungido.
O discurso?
"Se deus te iluminar, te der direção, nada dá errado".

Fiquei pensando na pobre D. Zilda Arns, ela não deve ter rezado
o suficiente.







quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

Perguntas clássicas que todo ateu ouve (II) .

Acreditar que tudo tenha sido gerado pela explosão do Bing bang é o mesmo que esperar que de uma explosão em um ferro velho saia um Rolls Royce. Essa veio de um crente criativo mas trata-se de outra pergunta sem sentido. Antes do big bang não havia um monte de “peças” de universo esperando para voar pelos ares em uma explosão para se unirem com precisão em forma de universo depois e é isso que desmonta a pegadinha da pergunta. O que havia é uma quantidade inimaginável de energia concentrada e depois da explosão foram necessários 13,5 BILHÕES de anos para que o material ejetado pelo big bang se transformasse em galáxias, estrelas e nebulosas e tudo que há no universo. Essa formação não se deu por passe de mágica nem por "sorte" e sim através de longos processos químicos e físicos quase todos hoje conhecidos pelos cientistas e comprovados atraves de observação ou testes. E no caso da vida na terra - a única que conhecemos até agora - tudo se deu através de um maravilhoso processo de evolução por seleção natural. A comparação com o ferro velho é tolinha, falsa armadilha, nós não éramos pecinhas desmontadas de um universo que teriam se encaixado com perfeição após uma explosão (ideía por si só ridícula) mas somos o que somos em função do que foi gerado ao longo desses bilhões de anos.

terça-feira, 24 de janeiro de 2012

Lógica Cristã (parte II)

Dawkins lê os absurdos emails que recebe.

As vezes é até difícil acreditar nas coisas que são ditas pelos teistas em debates de alto nível, imaginem só as bobagens que são ditas pelos fanaticos nos emails que enviam a Richard Dawkins, o maior expoente do ateismo mundial. O video é divertido e expõe a sagrada ignorância das pessoas que seguem dogmas estúpidos em nome da fidelidade cega
que julgam ter que manter em relação a seu livrinho mágico, absurdo e incoerente. Divirtam-se: (legendas em inglês) http://www.youtube.com/watch?v=-ZuowNcuGsc&feature=youtu.be

segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

Perguntas clássicas que todo ateu ouve (I) .

. Se somos descentes dos chimpanzés porque ainda existem chimpanzés? Porque uns teriam evoluído e virado humanos e outros não? Quem estudasse minimamente os processos da evolução por seleção natural não faria jamais essa pergunta, que nem sequer faz sentido e a resposta é NÃO, NÃO SOMOS DESCENDENTES DOS MACACOS, NÃO SOMOS CHIMPANZÉS EVOLUIDOS. Homens e macacos possuem antepassados em comum que viveram perto de 6 milhões de anos atrás. Não eram nem hominídeos nem macacos mas deles evoluíram grupos diferentes de animais que geraram os símios e os homens modernos. Orangotangos e Gorilas são geneticamente tão distantes do chimpanzé quanto nós e não acreditem que um dia será encontrado o ficcional “elo perdido” porque isso não existe, não há um animal único que tenha gerado homens e macacos, a evolução é um processo extremamente lento, cada individuo é 99,99999% semelhante aos seus pais e de geração para geração as mudanças são ínfimas. Milhares (as vezes milhões) de anos são necessários para que os ramos descendentes de um animal evoluam para animais diferentes. E é sempre bom lembrar que se formos andando para trás no processo evolutivo todos os animais que existem hoje na terra têm antepassados em comum: as primeiras formas de vida unicelular que surgiram em nosso planeta. Para quem se interessar em estudar o assunto em maior profundidade recomendo muito o livro "O Maior espetáculo da Terra", de Richard Dawkins. Um texto brilhante, bem documentado, repleto de exemplos e comprovações científicas, de fazer qualquer criacionista passar mal.

domingo, 22 de janeiro de 2012

Uma vez mais: porque afinal deus não cura os amputados?

Essa questão já foi tratada aqui em mais de um post e é tema recorrente nas discussões ateistas e religiosas. A primeira reação das pessoas é considerar a pergunta ingênua, simplista, tola. Mas não é ! Na verdade trata-se de uma colocação embaraçosa e sem resposta, que força os crentes a darem nós em seus influenciáveis cérebros em busca de um argumento logico a ser usado em sua resposta. Mas não encontram nada. Milhares de anos de fé religiosa, milhões de cancerosos, paralíticos e tuberculosos "curados" e nem um único caso de um membro amputado que tenha sido restaurado pelo "bondoso" senhor. O tema é tão interessante que descobri um site que se dedica com exclusividade a ele:
http://whywontgodhealamputees.com/ Aqui o leitor vai encontrar (em inglês) todas as perguntas, respostas e análises sobre o tema, vale muito a pena dar uma olhada, o slogan deles é "Esta é a pergunta mais importante que podemos fazer sobre deus". Para os crentes é embaraçoso. Para nós ateus, uma delícia.

sábado, 21 de janeiro de 2012

O papa.

Religião e ética.

Excelente a coluna de Sérgio Telles no Estadão de hoje, 21 de Janeiro, analisando diversos aspectos da relação entre princípios éticos e religiosos. Vejam um pequeno trecho: "A maioria das pessoas pensa que os valores mais elevados da humanidade - o amor, o respeito ao outro, a abdicação da agressividade, o desejo de estabelecer a paz na comunidade - estão depositados e resguardados na religião. Por esse motivo, qualquer crítica que se lhe faça é entendida como um ataque a esses valores fundamentais para a civilização. Ao não se discriminar o que é próprio da religião e o que é próprio da ética, conclui-se apressada e erroneamente que o não religioso, o ateu, é um ser aético e antimoral". Link para a matéria completa: http://www.estadao.com.br/noticias/impresso,religiao-e-etica--,825433,0.htm

quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

Ateismo 2.0, uma nova religião?


Que aspectos da religião os ateistas deveriam (respeitosamente) adotar? Alain de Botton sugere uma "religião para ateus" e a chama da "Ateismo 2.0", incorporando formas e tradições religiosas para satisfazer nossa necessidade humana por conexão, ritual e transcendência.
O link é para uma divertida palestra onde o autor propõe que já que as pessoas gostam tanto dos rituais religiosos (até mesmo muitos ateus!) os ateus poderiam organizar-se como uma nova religião, mas sem crenças tolas nem dogmas sádicos, apenas os rituais, feriados, costumes e arquitetura.
(video original, em inglês, ainda sem legendas)

http://www.ted.com/talks/alain_de_botton_atheism_2_0.html

domingo, 15 de janeiro de 2012

Richard Dawkins celebra importante vitória de grupo de ateus sobre os criacionistas.


Um grupo de cientistas e naturalistas ingleses pressionou e conseguiu que o governo inglês revisasse suas regras de financiamento às escolas, de agora em diante terão seus recursos cortados aquelas que ensinarem princípios criacionistas (design inteligente incluido) nas aulas de ciência.

É muito motivador ver resultados concretos nessa luta permanente contra o obscurantismo.

Link para a materia completa:

http://www.guardian.co.uk/education/2012/jan/15/free-schools-creationism-intelligent-design?fb=optOut

Antes do Big Bang.

Como escreveu Milan Kundera, "as únicas perguntas sérias são aquelas que até uma criança pode fazer". Dentro desse espírito, hoje olharemos para algumas dessas perguntas sobre o Universo.

O modelo do Big Bang usa observações para concluir que o Universo originou-se há 13,7 bilhões de anos e que vem se expandindo e esfriando desde então. Essa afirmação não é uma crença. Ela se baseia em evidências concretas. O princípio da ciência é "ver para crer" e não vice-versa.

Sabemos que o Universo está em expansão pois, ao medirmos a luz de galáxias distantes, vemos que ela é desviada em direção a maiores comprimentos de onda, como prevê o efeito Doppler. Imaginando a luz como uma onda (ou o fole de um acordeão), a expansão implica na maior separação entre os picos, causando mudanças na luz que é medida na Terra.

Essa expansão é uma dilatação do próprio espaço. Galáxias não são como os detritos de uma bomba que explodiu. Caso fossem, o Universo teria um centro onde tudo começou. Pelo contrário, todos os pontos no Cosmo são importantes, como na superfície de uma bola.

Imaginando as galáxias como moedas coladas à bola, quando ela infla, um observador em uma galáxia verá todas as outras afastando-se dele. Mas outros observadores em outras galáxias verão a mesma coisa: nenhum é mais central que os outros. Nosso Universo é assim, mas em três dimensões (a superfície da bola tem duas dimensões).

Mas se o Universo está se expandindo, o que há do lado de fora?

A confusão vem de vermos a expansão cósmica como uma bola imersa no espaço à sua volta. Vendo a superfície da bola como um Universo em duas dimensões, tudo o que existe é a superfície e nada mais: a bola infla e crescem as distâncias entre as moedas (as galáxias). Nada existe, ou precisa existir, do "lado de fora". O espaço nasce e cresce com a expansão.

A coisa é mais sutil pois, devido à velocidade da luz, só podemos ver até uma certa distância. Nosso "horizonte" chega a uns 42 bilhões de anos-luz, distância percorrida pela luz em 13,7 bilhões de anos. (Seriam 13,7 bilhões de anos-luz se o Universo não estivesse em expansão, mas a luz pega carona com a dilatação do espaço e viaja três vezes mais longe.) Portanto, pode haver bastante espaço "lá fora", além do horizonte, também em expansão.

Porém, ao voltarmos no tempo, a "bola" fica menor e as galáxias se apertam. O calor aumenta e a matéria se dissocia em seus constituintes básicos: de moléculas a átomos e, depois, outras partículas. Rapidamente, chegamos a uma época em que as energias estão além do que podemos testar em laboratório.

O que ocorreu no começo? Há duas escolas: uma afirma que o Universo, como uma bolha em uma sopa fervendo, surgiu de uma flutuação submicroscópica, e que só então, quando a energia dessa bolha espacial transformou-se em matéria, o tempo começou. Não existia um "antes" pois não existia mudança alguma para ser quantificada.

Outra diz que o Universo é parte de um multiverso eterno, entidade em que todos os universos possíveis coexistem. O fascinante é que essa hipótese pode até ser verdadeira. Mas não sabemos como testá-la.

MARCELO GLEISER é professor de física teórica no Dartmouth College, em Hanover (EUA), e autor de "Criação Imperfeita"

sábado, 14 de janeiro de 2012

Sexo oral só é pecado “caso o orgasmo seja alcançado”, afirma site da Universal.

Link para esta relevante matéria:

http://noticias.gospelmais.com.br/sexo-oral-so-e-pecado-caso-o-orgasmo-seja-alcancado-afirma-site-da-universal.html

Religião é meio que tudo igual mas tem umas que conseguem ser mais iguais que as outras.

As prioridades de deus....

sexta-feira, 13 de janeiro de 2012

domingo, 8 de janeiro de 2012

Genial.



E se você pensar um pouco... essa frase não vale apenas para estacionamentos, vale para qualquer coisa da sua vida !!

(tradução: "Pare de rezar, deus é ocupado demais para encontrar uma vaga para você")

quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

O dia do deus macaco.



Nova Deli foi invadida ontem por milhares de macacos, era a comemoração do "dia do deus macaco", quando a população alimenta os simpáticos símiozinhos para - pasmem - se livrar de seus pecados.

Achou ridículo?
E o que vocês me falam das pessoas que pulam ondinhas no reveillon e jogam flores para a rainha do mar, pedindo proteção no ano que entra?
E das que rezam para santo Antonio para conseguir um casamento?
E que tal as que acreditam que um "pastor" evangélico é capaz de fazer um paralítico andar?
Ou de católicos ingênuos que acreditam em sudários, corpos incorruptos (com mãos e rosto feitos de cera) ou em aparições fajutas orquestradas por picaretas que manipulam crianças e fanáticos?

As vezes me dá a impressão de que todo dia é dia do deus macaco.

segunda-feira, 2 de janeiro de 2012

Milagres...


.

O milagre não é dar vida ao corpo extinto,
Ou luz ao cego, ou eloquência ao mudo...
Nem mudar água pura em vinho tinto...
Milagre é acreditarem nisso tudo!


( Poema de Mario Quintana )

domingo, 1 de janeiro de 2012

Arquidiocese de Manaus cria Nossa Senhora indígena.



O ridículo da igreja parece não ter limites.
Já não bastando as mais de 80 vossas senhoras espalhadas pelo mundo a criativa arquidiocese católica de Manaus contratou uma designer (?!?) e criou uma nova santa, a "Nossa Senhora Indigena", com olhos pretos e pele parda.
E, suprema bobagem, a tal santa traz no colo (na verdade preso por um pano, à moda das índias) um menino Jesus curumim.

Gostei da originalidade, desta vez nem aparição houve... nada de pastorinhos ou pescadores, nada de grutas ou colinas verdejantes, a santa nasceu sob encomenda mesmo.

Como a igreja usa e abusa do que eu chamo de "autenticidade por antiguidade" uma vez criado o mito basta sentar e esperar o tempo passar, logo vão começar a rezar e fazer pedidos e assim que alguém tiver uma cura inesperada a lenda estará criada.
Em poucos anos haverá uma igreja, uma procissão, venda de quinquilharias, etc.
Exatamente como aconteceu com tantos "santos" católicos cujas histórias foram inventadas, aumentadas, distorcidas ou em muitos casos as três coisas.

quinta-feira, 29 de dezembro de 2011

Sexo mais gostoso é com os ateus, diz pesquisa.

Os psicólogos Darrel Ray e Amanda Brown fizeram uma pesquisa chamada Sexo e Secularismo, sobre qualidade sexual entre religiosos e não-religiosos na Universidade do Kansas com 14.500 pessoas. Resultado? Ateus desfrutam mais da atividade do que os religiosos.

Ambos os grupos reconhecem certas atividades, como olhar revistas de entretenimento adulto, descascar a banana e chupeta, como estimulantes. No entanto, os religiosos são afetados pela culpa, culpa essa que se estende por vários dias depois do evento.

Foram selecionadas pessoas que mantém a mesma frequência semanal de sexo para diminuir o índice de distorção dos dados.

Entre os que sentem mais culpa, de 0 a 10, os mórmons ganham disparado com uma média de 8,19. Os Testemunhas de Jeová vêm em segundo, depois vêm os Evangélicos Pentecostais (leia-se Congregação Cristã e Assembléia de Deus), depois os Adventistas do Sétimo Dia, depois os Batistas, e por aí vai. Os Católicos têm uma média de 6,34 pontos, os Luteranos 5,88.

Já os ateus têm o índice mais baixo de culpa: 4,71. Os agnósticos (termo antigo designando geralmente ateus que não saíram do armário ou pessoas que não ligam nada para religião) teriam 4,81.

De todas as pessoas que cresceram em famílias extremamente religiosas, 22,5% sentem vergonha quando fazem o 5 contra 1. Já quem vem de família menos religiosa, a média é de 5,5%.

A pesquisa também apurou que pessoas que deixam a religião de lado e se tornam ateístas obtém uma melhora bem grande (e que grande!) na satisfação sexual. Isso surpreendeu Darrel Ray porque ele achava que a culpa não seria eliminada tanto assim por causa da repressão religiosa.

Tá certo que isso é só uma pesquisa e que mais provavelmente virão. Alguns outros psicólogos questionam saudavelmente os resultados e gostariam de olhar mais pessoas fazendo sexo… para pesquisa, é claro.

Mas o resultado mostra o que todo ateu já sabia: repressão sexual faz parte dos fundamentos da religião. Toda religião fatura quando faz seus fiéis ficarem com medo de uma punição eterna e injusta após a morte, e dizer que fazer sexo é pecado é uma maneira muito fácil de obter esse resultado.
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Fonte: Ateus do Brasil

sábado, 24 de dezembro de 2011

Boas festas a todos....


Hoje, em respeito aos teístas, nem vou citar que 25 de dezembro é uma data inventada, não vou me referir ao fato da lenda de Jesus ser plagiada de outras mais antigas e de jeito nenhum vou comentar o fato da historia dele não fazer o menor sentido.
Vou apenas desejar boas festas aos leitores, críticos, amigos, e um ótimo 2012 para todos (caso os Maias não estejam certos, claro).

quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

Lógica (?) Cristã – parte I




Os ensinamentos e dogmas do cristianismo, como já comentamos aqui diversas vezes, não fazem o menor sentido, são um ajuntamento de afirmações ilógicas e de regras sem pé nem cabeça, baseadas em uma lenda primitiva, plagiada e desprovida de qualquer embasamento minimamente comprovável.

Somos, no entanto, criados e educados (pelo menos nos países de maioria cristã) a aceitar esses dogmas todos sem discutir. Aliás, sem pensar, sem sequer questionar, simplesmente temos que acreditar, ter a tal da fé e obedecer.
Se possível pagando 10% de dízimo para a paróquia mais próxima.

Porque, caro leitor, se você parar para pensar...pensar de verdade... esquecendo tudo que enfiaram dentro da sua cabeça desde que você nasceu... você vai rir e jogar fora seu terço e sua folhinha do “sagrado” coração de Jesus.

Segundo a bíblia, deus fez o mundo em 7 dias uns 4 ou 5 mil anos atrás.
Já começa por aqui, não é mesmo? Para uma estultice dessas ser verdade temos que acreditar que os egípcios construíram as pirâmides com ajuda dos dinossauros....

Mas tem coisa bem pior, o que dizer do tal pecado original?
Dona Eva ouve a cobrinha falante, come a maçazinha proibida, faz ela e Adão perderem o paraíso (que deve ter ficado para a cobra...) e dali para frente todas as bilhões de criancinhas que nasceram vieram ao mundo “manchadas” pelo tal pecado.
Super lógico isso, não?

E daí para frente só piora.

Para que as pobres crianças parem de nascer maculadas pelo tal pecado foi preciso que deus enviasse seu filho à terra em missão especial: morrer por nós.
Porque diabos (opa!) um filho de deus morto nos redime do tal pecado??????????????

E, para agravar a falta de lógica disso tudo, o tal filho de deus não morreu... só fingiu.
Ou seja, não fez sacrifício algum!!
Nada diferente de um ator que entra no palco e interpreta um papel.
Hitchens costumava comparar Jesus a Ivanhoé, Robin Hood, personagens assim, provavelmente baseados em um ser real mas cujas aventuras e feitos foram em muito romanceados e exagerados, como faz qualquer autor de novelas.
Mas pelos menos não existe a Igreja Robinhoodiana do Setimo Dia, não é mesmo?

A falta de lógica dessa religião é um espanto... para o post não ficar longo demais eu volto ao assunto em breve.

Rezar funciona !!

sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

Para pensar...

Morre o escritor Christopher Hitchens, autor de "Deus não é grande".


O escritor e jornalista britânico Christopher Hitchens, autor do célebre livro "Deus não é grande", morreu em Houston (EUA) vítima de um câncer no esôfago, informa em sua edição digital a revista Vanity Fair.

Nascido em 1949 em Portsmouth (Reino Unido), Hitchens morreu na noite de quinta-feira (15) no hospital MD Anderson Cancer Center, em Houston, da mesma doença que levou seu pai.

A detecção da doença aconteceu quando o escritor promovia sua última obra, as memórias intituladas "Hitch-22".

Considerado um dos intelectuais mais polêmicos e influentes do cenário internacional nos últimos 30 anos, Hitchens se mudou para os Estados Unidos em 1981 e colaborou com as publicações mais prestigiadas nos dois lados do Atlântico: "Vanity Fair", "Slate", "The Nation", "The New York Review of Books", "The Times" e "National Geographic", entre outras.
(Folha SP, 16/12/11)
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Uma grande perda.
Li "Deus não é grande" e recomendo, Hitchens foi um dos grandes do pensamento ateista.

quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

domingo, 11 de dezembro de 2011

Acreditar é humano.

A religião nasceu da união de reverência e necessidade. E, assim, continua definindo como a maioria vê o mundo


O ser humano é um animal acreditador. Talvez esse seja um bom modo de definir nossa espécie. "Humanos são primatas com autoconsciência e a habilidade de acreditar." Já que " acreditar" sempre pede um "em quê?", refiro-me aqui a acreditar em poderes que transcendem a percepção do real, algo além da dimensão da vida ordinária, além do que podemos perceber apenas com nossos sentidos.

Eu me pergunto se a necessidade de acreditar em algo (não uso a palavra "fé", pois essa tem toda uma conotação religiosa) é consequência da consciência. Será que outras inteligências cósmicas também acreditam?

Parece que somos incapazes de viver nossas vidas sem acreditar na existência de algo maior do que nós, algo além do "meramente" humano. Bem, nem todos nós, mas a maioria. Isso desde muito tempo. Para os babilônios e egípcios, os céus eram mágicos, a morada dos deuses, ponte entre o humano e o divino. Interpretar os céus era interpretar mensagens dos deuses, muitas vezes dirigidas a nós mortais.

Essa divinização da natureza é muito mais antiga do que a civilização. Pinturas rupestres, os símbolos mais antigos da expressão humana, já demonstram a atração que nossos ancestrais nas cavernas tinham pelo desconhecido, sua reverência por poderes além de seu controle. As pinturas de animais representavam encantamentos, uma mágica gráfica criada com o objetivo de auxiliar os caçadores em sua empreitada, cujo sucesso garantia a sobrevivência do grupo.

Fico imaginando o poder que essas imagens -que dançavam à luz do fogo- exerciam sobre o grupo reunido na caverna, uma tentativa de recriar a realidade para ter algum controle sobre ela. A religião nasceu da combinação de reverência e necessidade. E assim continua, definindo como a maioria dos humanos vê o mundo.

Mesmo após termos desenvolvido meios para explorar fontes de energia da natureza, estamos ainda à mercê dos elementos. Muitos chamam enchentes, tornados, erupções vulcânicas ou terremotos de atos divinos, representando forças além do nosso controle.

A ciência, claro, atribui esses desastres a causas naturais, o que acarreta abandonar a crença de que a fé pode nos ajudar de alguma forma a controlá-los. Fica difícil, hoje em dia, rezar para o deus do vulcão ou para o deus da chuva.

Esse é um desafio para a ciência e para os seus educadores: a ciência pode explicar, às vezes prever e, até certo ponto, proteger-nos de desastres naturais. Porém, não pode competir com o poder da crença na imaginação humana, mesmo na completa ausência de evidência de que possa nos proteger contra desastres naturais.

O mundo estava cheio de deuses no início da história da nossa espécie e, para muitas pessoas, assim continua. A resposta, parece, não é tentar transformar a ciência numa espécie de deus, substituindo uma crença por outra, mas, ao contrário, mostrar que vidas podem ser vividas sem a crença em poderes divinos cuja intenção é nos manipular, seja para o bem ou para o mal.

Talvez a maior invenção da vida na Terra tenha sido essa espécie de primatas com a capacidade de imaginar realidades que a transcendem.

MARCELO GLEISER, Folha de SP, 11/12/11
(professor de física teórica no Dartmouth College, em Hanover (EUA), e autor de "Criação Imperfeita")

sábado, 10 de dezembro de 2011

Fundamentos do ateísmo: que belo texto!


HÉLIO SCHWARTSMAN - Folha de SP - 10/12/2011

SÃO PAULO - Já que dois amigos meus, Ives Gandra Martins e Daniel Sottomaior, se engalfinharam em polêmica acerca de um suposto fundamentalismo ateu, aproveito para meter o bedelho nessa intrigante questão. Como não poderia deixar de ser, minha posição é bem mais próxima da de Daniel que da de Ives.
Não se pode chamar de fundamentalista quem exige provas antes de crer. Aqui, o alcance do ceticismo é dado de antemão: a dúvida vai até o surgimento de evidências fortes, as quais, em 2.000 anos de cristianismo, ainda não apareceram.
Ao contrário, dogmas vão contra tudo o que sabemos sobre o mundo. Virgens não costumam dar à luz e pessoas não saem por aí ressuscitando. Em contextos normais, um homem que veste saias e proclama transformar vinho em sangue seria internado. Quando se trata de religião, porém, aceitamos violações à física e à lógica. Por quê?
Ou Deus existe e espera de nós atitudes exóticas -e inconsistentes de uma fé para outra-, ou o problema está em nós, mais especificamente em nossos cérebros, que fazem coisas esquisitas no modo religioso.
Fico com a segunda hipótese. Corrobora-a um número crescente de cientistas que descrevem a religiosidade ou sua ausência como estilos cognitivos diversos. Ateus privilegiam a ciência e a lógica, ao passo que crentes dão mais ênfase a suas intuições, que estão sempre a buscar padrões e a criar agentes.
Posta nesses termos, fé e ceticismo se tornam um amálgama de influências genéticas e culturais difícil de destrinchar -e de modificar.
Como bom ateu liberal, aplaudo avanços no secularismo, já que contrabalançam o lado exclusivista das religiões, que não raro degenera em violência e obscurantismo. Mas, ao contrário de colegas mais veementes, acho que a religião, a exemplo do que se dá com filatelia, literatura e sexo, pode, se bem usada, ser fonte legítima de bem-estar e prazer.